Comprar o primeiro imóvel costuma vir acompanhado de uma pergunta que tira o sono de muita gente: “quanto eu preciso ter guardado para dar entrada em um apartamento?”
Bom, não existe uma resposta única. O valor da entrada pode variar conforme o banco, a renda familiar, o tipo de imóvel e até o seu perfil financeiro. Mas viemos dar uma boa notícia: hoje são disponibilizadas diferentes alternativas para tornar essa conquista mais acessível, inclusive usando FGTS ou parcelando parte da entrada direto com a construtora!
Se você está planejando sair do aluguel ou conquistar seu primeiro lar, esta leitura vai ajudar a entender tudo de forma simples e prática.
O que é a entrada de um apartamento?
A entrada é o valor negociado no início da compra do imóvel junto à construtora e que normalmente não entra no financiamento bancário. De forma prática, a maior parte do valor do imóvel é financiado pelo banco, geralmente algo em torno de 80%, de acordo com a capacidade financeira do cliente, os outros 20% são negociados diretamente com a construtora, de forma parcelada. Lembrando que o FGTS pode fazer parte desse pagamento também, deixando tudo muito mais fácil.
A lógica aqui é simples, quanto maior for a sua possibilidade de pagar a entrada para a construtora, melhor, pois você pegará menos financiamento com o banco, reduzindo assim as suas parcelas de financiamento quando já estiver morando em seu apartamento.
De modo geral, os bancos costumam financiar entre 70% e 90% do valor do imóvel, o que significa que a entrada geralmente fica entre 10% e 30% do preço total.
Mas atenção: isso varia conforme fatores como:
- Renda;
- Score de crédito;
- Relacionamento com o banco;
- Valor do imóvel;
- Tipo de financiamento;
- Idade;
- Comprometimento de renda.
Por isso, duas pessoas interessadas no mesmo apartamento podem ter condições diferentes.
Qual o valor mínimo de entrada em um apartamento?
Na prática, os bancos costumam financiar 80% do valor do apartamento, cabendo ao comprador negociar diretamente com a construtora o pagamento dos 20% remanescentes. Esse valor que o banco não empresta, damos o nome de entrada e pode ser parcelado de acordo com as regras da empresa.
Em alguns casos específicos, dependendo do perfil do comprador, relacionamento com o banco ou programas habitacionais, é possível encontrar condições com entrada menor. Mas elas são exceção, não regra.
Veja um exemplo prático em um apartamento de R$ 400 mil:
- Entrada de 20%: R$ 80 mil
- Entrada de 30%: R$ 120 mil
Além disso, o FGTS pode ser utilizado para complementar a entrada, reduzindo bastante o valor necessário do próprio bolso.
Apartamento na planta: uma forma mais flexível de pagar a entrada
Quando o imóvel está na planta, muitas construtoras oferecem condições facilitadas para o pagamento da entrada.
Em vez de pagar tudo de uma vez, é comum que esse valor seja parcelado ao longo da obra. Isso ajuda quem ainda está organizando a vida financeira, mas já quer aproveitar uma boa oportunidade.
Funciona mais ou menos assim:
- Parte da entrada pode ser dividida em parcelas mensais;
- Pode existir parcelas semestrais;
- Em alguns casos, há possibilidade de negociar valores personalizados.
Esse modelo costuma ser uma alternativa interessante para quem deseja comprar o primeiro imóvel sem comprometer toda a reserva financeira de imediato.
Na ZIP, por exemplo, a proposta é justamente tornar a conquista da casa própria mais acessível, com empreendimentos pensados para diferentes momentos de vida e jornadas de compra.
Posso usar o FGTS na entrada do apartamento?
Sim, e isso pode fazer uma diferença enorme no valor que você precisa desembolsar.
O FGTS pode ser usado para:
Para utilizar o fundo, é necessário atender algumas regras, como:
- Ter ao menos 3 anos de trabalho sob regime CLT;
- Não possuir outro imóvel residencial na mesma cidade;
- O imóvel estar dentro do valor permitido pelas regras do programa vigente.
Muita gente consegue comprar o primeiro apartamento justamente porque soma:
- FGTS + entrada parcelada + financiamento.
Qual é a entrada do Minha Casa Minha Vida?
O programa Minha Casa Minha Vida oferece condições facilitadas para famílias de baixa e média renda, incluindo juros menores e possibilidade de subsídios do governo.
Dependendo da faixa de renda, a entrada pode ser reduzida. Em alguns casos, o subsídio ajuda a diminuir o valor financiado, tornando a compra mais acessível.
Além disso:
- O FGTS pode ser utilizado;
- Algumas construtoras oferecem condições especiais;
- Bancos parceiros trabalham com percentuais menores de entrada.
É possível comprar apartamento sem entrada?
Na prática, financiamentos com entrada zero são raros. O que normalmente acontece é uma combinação de estratégias que diminui muito o valor necessário no início, como:
- Uso do FGTS;
- Subsídios habitacionais;
- Entrada parcelada;
- Campanhas promocionais;
- Bônus oferecidos pela construtora.
Ou seja: talvez você não precise ter uma grande quantia guardada imediatamente para começar sua jornada.
O mais importante é fazer uma análise financeira realista e conversar com especialistas que ajudem a encontrar o melhor cenário para o seu perfil.
Vale mais a pena dar uma entrada maior?
Se você tiver essa possibilidade, uma entrada maior pode trazer vantagens como:
- Parcelas menores;
- Menos juros ao longo do contrato;
- Aprovação facilitada;
- Prazo reduzido de financiamento.
Mas isso não significa que você precise esperar anos para começar.
Muitas pessoas preferem equilibrar uma entrada viável, parcelas que cabem no orçamento e reserva financeira para emergências.
A melhor escolha é aquela que mantém sua vida financeira saudável.
Como se planejar para dar entrada no apartamento?
Alguns passos ajudam bastante nesse processo:
- Organize sua renda e despesas: antes de tudo, entenda exatamente quanto sobra por mês.
- Crie uma reserva específica: separar um valor mensalmente para a entrada ajuda a transformar a meta em algo concreto.
- Use o FGTS estrategicamente: muita gente esquece que já possui um valor importante guardado.
- Simule financiamentos: hoje existem simuladores online que ajudam a visualizar cenários reais.
- Considere imóveis na planta: além da valorização potencial, eles costumam oferecer mais flexibilidade no pagamento da entrada.
A conquista do primeiro imóvel
Comprar um apartamento não precisa ser um sonho distante ou um processo assustador. Com planejamento, informação e apoio certo, muita gente descobre que já está mais perto da entrada do que imaginava.
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